Medicina Dentária

Implantologia

Implantologia

A Implantologia destina-se ao tratamento da perda de dentes através de reabilitações protéticas suportadas ou retidas por implantes dentários. Os implantes possuem algumas vantagens quando comparadas com as próteses dentárias, nomeadamente a maior preservação do osso (reduzindo a sua reabsorção), preservar os dentes adjacentes de desgastes (comparativamente às pontes fixas sobre dentes naturais), e por serem estruturas independentes reduzem a força ou pressão exercida sobre os dentes ou restantes estruturas orais. Constituem-se geralmente como a opção terapêutica que permite a reabilitação oral que mais se aproxima da dentição natural em termos fisiológicos e de conforto. O paciente poderá fazer o que sempre fez mas com mais qualidade na medida em que em termos de mastigação e estética estará melhor.
Deverá, no entanto, ter em atenção que a duração a longo prazo destes tratamentos depende dos níveis de higiene oral e dos hábitos tabágicos.

Qualquer pessoa se pode submeter a este procedimento?

Para realizar o implante é necessário ter gengivas saudáveis e ossos adequados para recebê-lo.

Pode verificar-se rejeição do implante?

Não. Porém pode não ocorrer a formação adequada de osso nas rugosidades do implante devido à qualidade ou quantidade óssea em altura ou espessura. Caso haja rejeição poderá ser realizado outro procedimento na mesma região.

Os tratamentos com implantes provocam dor?

A colocação de um implante dentário, habitualmente, não provoca dor, pois o paciente é previamente anestesiado. A operação de implantes dentários é quase sempre efetuada mediante anestesia local, salvo nos casos dos Implantes zigomáticos onde é efetuada sob anestesia geral.

No pós-operatório poderá haver um ligeiro incómodo, uma pequena inflamação e edema da área onde se realizou a cirurgia eeEm casos muito excecionais, estes sintomas poderão ser mais acentuados e requerer medicação para diminuir os incómodos.

Qual a duração dos tratamentos com implantes? 

Os tratamentos com implantes não são eternos, tal como não é qualquer outro tratamento reabilitador em Medicina Dentária. No entanto, e com os recentes avanços tecnológicos poderá esperar uma durabilidade dos implantes  superior a 15 anos, e no caso das próteses que se apoiam nos implantes um tempo mínimo de 10 anos é o período aceitável de duração. Seja como for, recorde sempre que quando exista alguma patologia infeiosa ou problema mecânico no conjunto implante-prótese este período de duração estimado reduz drasticamente. É importante no entanto referir que estes problemas ocorrem quase exclusivamente em casos de uma má manutenção deste tipo de tratamentos. É conveniente efetuar consultas de controlo com um intervalo máximo de 6 meses.

Porque falham os implantes?

Os implantes podem perder-se por múltiplas razões normalmente associadas a diferentes fases do processo.
Numa primeira fase porque não se consegue a osteointegração (união osso-implante), o que pode ocorrer por várias razões tais como: infeções, deficiente vascularização, alteração da cicatrização, (frequente nos fumadores) e as sobrecargas oclusais da prótese colocadas sobre os implantes.
No caso de se ter alcançado a osteointegração, podem-se perder por desajustes ou fracturas das próteses, ou dos elementos que unem os implantes às próteses, bem como por infecções. Esta última causa resulta não do processo cirúrgico em si da colocação do implante, mas da falta de higiene oral e portanto da falta de tratamento de manutenção.

O tabaco é um fator de risco real de fracasso?

O tabaco diminui a vascularização do osso e da gengiva, atrasa os processos de cicatrização, aumentando o risco de infeções. Está claramente provado na literatura científica que os implantes em pacientes que fumam apresentam uma maior taxa de insucesso.